maio 2010


O zagueiro Gustavo, do Vasco, fez a terceira tatuagem, com a inscrição “Mãe, pai, irmãos, amor eterno”, em homenagem aos pais Sergio e Jurema e aos irmãos Rafael e Patrícia.

A inscrição, apesar de simples, chamou atenção dos amigos Elder Granja e Rafael Carioca, que pretendem conhecer o estúdio onde Gustavo se tatuou para decidirem se vão fazer as suas primeiras tatuagens. Aliás, tatuagem é moda em São Januário. Carlos Alberto tem oito e o lateral-direito Fágner possui 14

Por conta de uma transferência mal resolvida para o Schalke, da Alemanha, jogador fica fora dos gramados até agosto

O zagueiro Gustavo não é mais jogador do Vasco. Nesta quarta-feira, o jogador esteve em São Januário e acertou a sua saída do Gigante da Colina a pedido do Desportivo Brasil, que detém os seus direitos. O destrato ocorreu por conta de uma suspensão de quatro meses imposta pela Fifa devido a uma transferência mal resolvida para o Schalke 04, da Alemanha. O caso foi julgado no início da semana.

No final de 2006, após uma boa temporada no Paraná Clube, Gustavo assinou um pré-contrato com o Schalke. Porém, quando chegou à Alemanha, o zagueiro percebeu que os números acordados eram diferentes. Chateado com a situação, o jogador desistiu de permanecer na Europa, retornou ao Brasil e acabou sendo contratado pelo Palmeiras.

– São coisas que acontecem em nossa profissão. Vida que segue – disse Gustavo, por telefone ao GLOBOESPORTE.COM.
A diretoria do Vasco afirma que a suspensão por quatro meses imposta pela Fifa não tem a ver com o fim do vínculo do jogador com o clube.

– O Desportivo Brasil solicitou a rescisão do jogador pois ele não vinha sendo aproveitado. Decidimos liberá-lo – disse o diretor executivo Rodrigo Caetano.

Gustavo tem passaporte europeu e já teria engatilhada uma transferência para o velho continente. A expectativa é que o zagueiro acerte a sua situação nos próximos meses, quando a janela de transferências será aberta.

O zagueiro teve poucas oportunidades com a camisa cruzmaltina. Foram seis jogos e nenhum gol. Para o confronto desta quarta-feira, contra o Vitória, às 21h50m, em Salvador, pelas quartas de final da Copa do Brasil, o técnico Gaúcho optou por relacionar o garoto Genilson, de apenas 19 anos.

O zagueiro Gustavo lamentou profundamente a falta de oportunidades no Vasco. O defensor acertou a sua rescisão de contrato nesta quarta-feira a pedido do Desportivo Brasil, clube da Traffic que detém os seus direitos federativos. Apesar de ter atuado em apenas seis ocasiões, o atleta deixa São Januário sem qualquer tipo de remorso.

“Foi legal o convívio que tive com os jogadores e deixei o clube pela porta da frente. Não pude ter uma seqüência de jogos, faltou um pouco mais de confiança, de carinho. Quando se joga algumas partidas e depois sai, qual a confiança que o jogador vai ter para atuar?”, disse à Rádio Brasil.

Agora de longe, Gustavo afirmou que ficará na torcida para o Vasco reverter o quadro desfavorável que se meteu na Copa do Brasil. Para o zagueiro, se a equipe for mais ousada em São Januário, poderá acabar com a vantagem que o Vitória obteve ao bater por 2 a 0 a equipe cruzmaltina, no Barradão.

“Se o Vasco foi mais agressivo e com um maior poder ofensivo, poderá vencer. O time conta com jogadores habilidosos como Dodô, Elton e Carlos Alberto e pode sim reverter esta vantagem”, encerrou.

Gustavo foi suspenso pela Fifa por quatro meses por causa de uma transferência mal resolvida para o Schalke 04, da Alemanha, no fim de 2006, e só poderá voltar a atuar em agosto. A tendência é que o defensor se transfira para um clube europeu quando tiver condições de jogo.

Com a aproximação do Campeonato Brasileiro, o elenco do Vasco segue em transformação. Depois de o volante Palermo ser dispensado, quem acertou a rescisão de contrato com o cruzmaltino foi o zagueiro Gustavo, ex-Palmeiras e Cruzeiro, que teve poucas oportunidades no cruzmaltino e foi liberado para procurar outro clube.

“Hoje já falo como ex-jogador do Vasco. Cheguei ao clube com uma expectativa muito grande e esperava cumprir meu contrato, como fiz com Cruzeiro e Palmeiras. Infelizmente, isso não aconteceu e fiquei muito triste, pois sempre tive o carinho dos torcedores. Saio sem criar problemas, até porque não sou um cara polêmico”, disse o zagueiro.

“Fiz grandes amigos no Vasco, como Dodô e o Márcio Careca. O convívio no clube foi bem legal, mas o futebol é dinâmico”, lamentou Gustavo, em entrevista à Rádio Brasil. O jogador, porém, mostrou certa mágoa com as poucas oportunidades que teve em São Januário. “Você não desaprende a jogar futebol de um dia para o outro”, ressaltou.

“Todos no clube sabiam que estava voltando de uma cirurgia, mas não perdi o equilíbrio. Um exemplo é o Edu Dracena, que ficou muitos meses parado e o Dorival trabalhou bem ele a ponto de se tornar um dos mais importantes do Santos. Faltou isso no Vasco, carinho. No clube nunca fiquei no departamento médico e estava sempre treinando. Mas é difícil quando você não tem a confiança de quem te escala”, disse Gustavo.

O jogador espera conseguir definir seu futuro o mais rapidamente possível. “Nesses dias que estarei parado vou procurar manter a forma no Palmeiras ou no Guarani e buscar um clube no futuro. Creio que uma ida para a Europa possa ser facilitada por eu ter passaporte italiano”, afirmou o defensor..

Outros jogadores deverão ser dispensados antes da estreia no Campeonato Brasileiro, que para o Vasco acontecerá no domingo dia 8 de maio, contra o Atlético-MG, no Mineirão, em Belo Horizonte (MG). A ideia é reduzir o elenco para abrir espaço para novas contratações.