Sem título 3

Hoje no Cruzeiro, zagueiro defendeu o Verdão por dois anos e passou informações sobre a equipe paulista ao técnico celeste

GLOBOESPORTE.COM Belo Horizonte

Nos dois anos em que vestiu a camisa do Palmeiras, o zagueiro Gustavo conviveu com grande parte dos jogadores que formam o atual elenco alviverde. Hoje no Cruzeiro, o beque conversou bastante com o técnico Adilson Batista na manhã desta sexta-feira, durante o treinamento na Toca da Raposa II, e passou dicas sobre os pontos fortes do time dirigido por Vanderlei Luxemburgo.

– Conversei com o Gustavo algumas situações do dia-a-dia, em cima dos atletas, para tirarmos uma informação melhor. Independentemente da formação do Palmeiras, o Cruzeiro vai lá para vencer o jogo – contou Adilson Batista, em entrevista ao site oficial do Cruzeiro.

O defensor ainda não sabe se estará em campo no domingo e é candidato a entrar em campo caso Adilson opte pelo esquema 3-5-2. No primeiro confronto desde que deixou o Palmeiras, em janeiro, para se apresentar ao Cruzeiro, ele quer ser útil, não importa como.

– A gente ajuda de todas as formas, principalmente sabendo como o Palmeiras trabalha, a pressão que é jogar lá dentro do Palestra Itália. Tenho que passar tudo para os jogadores e o treinador para anular os pontos fortes deles e fazer uma grande partida – destacou Gustavo.

O defensor lembra que Cruzeiro e Palmeiras vivem situações semelhantes no momento, já que, dias depois de se enfrentarem, terão jogos decisivos pelas quartas de final da Taça Libertadores. O time celeste encara o São Paulo, no Morumbi, e os paulistas vão a Montevidéu enfrentar o Nacional-URU.

– Eles estão se preparando para dois grandes jogos. Contra a gente eles querem fazer de tudo para vencer e se aproximarem do G-4. E depois tem o jogo contra o Nacional-URU, que é importante, pela Libertadores. Eles vão usar de tudo para vencer e nós também estamos preparados para dois importantes jogos, contra Palmeiras e São Paulo – afirmou.

Adilson ficou satisfeito com a contribuição recebida, já que reconhece no zagueiro um jogador com poder de observação e conhecimento sobre sistemas táticos.

– Esse jogador precisa ter consciência, eu preciso saber o que ele vai falar para mim, se ele tem noção, se sabe de esquema. Às vezes é um jogador avoado, que fica só correndo aí, não adianta nada ter trabalhado dez anos em um clube. O Gustavo era capitão do Palmeiras, exerce uma liderança, tem noção. Perguntei algumas coisas individuais de determinados jogadores que você pode tirar proveito lá na frente. Foi importante essa troca – observou o comandante celeste.

Ao saber dos elogios, Gustavo ficou lisonjeado. Ele lembrou que ainda não se firmou na equipe – disputou oito de 33 partidas – mas se dispõe a contribuir de todas as maneiras.

– Fico feliz. Por todos os clubes em que passei, eu sempre deixei boas coisas. Estou aqui para somar. Não tive ainda uma sequência de jogos, mas o grande jogador não aparece só dentro de campo, tem que aparecer também fora. Se a gente atuou do outro lado, tem que passar alguma coisa sobre os pontos fortes do adversário para o treinador. Estou sempre pronto para ajudar – concluiu o zagueiro.

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